Quando o sopro glacial anuncia o primeiro véu de neve errante, nossos passos tocam a vastidão lodosa da natureza. Colhemos as pétalas em seu último suspiro, para que sua glória desvanecida descanse na coroa do viajante.
Das pegadas que vão e vêm, tecem-se caminhos. Jamais imaginei que um dia usaria uma coroa de flores. Deixar este reino nevado, cruzar aquela fronteira entre aurora e crepúsculo, entre vida e morte. Partir para um mundo ainda quente com vida, e sorrir ao abraçar outras pessoas.
Leve contigo esta coroa de flores antes de partir. Ela foi minha companheira em caminhos intermináveis e nas margens do esquecimento. Siga até onde morre o vento do oeste e contemple o renascer do mundo.
Que essas flores como borboletas dançarinas repousem em sua testa quando o peso do cansaço te encontrar. Que a ternura da vida permaneça sempre junto a você.